
Respirar é essencial
Mas é muito pouco para o ser humano
Há que se perder o fôlego vez por outra
E perceber que
Não se deixa de ter amigos
Por medo da despedida
Não se deixa de apreciar o cheiro de terra molhada
Depois de uma chuva de verão
Por medo da seca
Não se deixa de vislumbrar uma linda rosa no jardim
Com o delicioso cheiro de grama cortada
Por medo dos espinhos
Não se deixa de tomar um saboroso chocolate quente
Numa noite de inverno
Por medo de engordar
Menos ainda
Se deixa de se aquecer junto a uma fogueira
Armada por crianças numa praça
Por medo do vento frio que sopra
Não se deixa de apreciar o que é
Simples
Humano e
Natural
Por medo da complexidade
Nem tampouco
Se deixa de conquistar as pessoas e cativar os animais
Por medo da responsabilidade
Não se deixa de amar
Por medo de se machucar
Bem como
Não se deixa de se aventurar no infinito mar da vida
Por medo das ondas altas da desilusão
Há que se ter em mente
Que o que mantém o homem vivo
Não é o sangue que circula em suas veias
Mas os sonhos que circulam em sua alma
Pois são os sonhos que mostram ao homem que
De forma alguma
Se deixa perder um só segundo na vida
Uma só paisagem na estrada
Um só olhar nos olhos de outro ser
Por medo de sentir
Sentir saudades
Dor
Seja lá o que for
Cabe a nós eternizarmos o que de bom ficou
Quem vive com medo
Já morreu
E não percebeu o que perdeu
Não queira muito da vida
Só o que ela tem de melhor!
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